欧博(PDF) Universidade e escola como espaços de diál

Universidade e escola: diálogos necessários à formação docente

Marcelo Feldhaus

2016

A educação pública brasileira ainda tem grandes desafios para enfrentar, dentre eles a formação docente inicial e continuada. Ampliamos o acesso, mas não temos quadro docente para atender a essa demanda, além disso, precisamos qualificar os tempos e espaços do cotidiano escolar. As transformações na sociedade exigem repensar a escola, seus objetivos, seus currículos. O PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência) tem se mostrado uma possibilidade para pensar as relações entre formação inicial e escola de educação básica, aproximando esses espaços e formando redes de diálogo e de construção. Tem seu foco na formação inicial, mas também tem possibilitado aos supervisores, aos professores da educação básica e aos responsáveis pela coformação voltarem às Instituições de Ensino Superior (IES) para processos de formação continuada. Outra contribuição do PIBID é o impacto nas IES, tanto no retorno dos professores às escolas de educação básica -não apenas como pesquisadores, mas como coordenadores responsáveis por diagnosticar, estudar, planejar e avaliar práticas nas/das e com as escolas -como repensando os currículos dos cursos de licenciaturas. O PIBID é uma política de estado que agrega 313 Projetos Institucionais em 284 Instituições de Ensino Superior em, aproximadamente, 5.900 escolas de educação básica. Conta com, aproximadamente, 84.261 bolsistas. Não é um Programa isolado, pois se articula com outras iniciativas, como o PARFOR, o LIFE, o NOVOS TALENTOS, o PLI, o PRODOCÊNCIA e o OBSERVATÓRIO. Compõe as políticas educacionais que vêm buscando universalizar e democratizar o direito à educação. É implementado pela CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), com gestão compartilhada entre CAPES e IES, com papéis claramente definidos. O Projeto Institucional é elaborado por cada IES, com autonomia e de modo contextualizado. Tem capilaridade das ações nas escolas da rede pública, com termo de cooperação formalizado entre as IES e as secretarias de educação, com articulação da política nos três níveis da administração federal, estadual e municipal. Esse processo formativo está baseado em critérios pedagógicos, que orientam o papel dos licenciandos e o trabalho a ser feito na escola, de acordo com a Portaria CAPES nº 096/2013, desde a seleção até a avaliação dos bolsistas. Como olhamos? Como dialogamos? Como construímos? Como convivemos? Desde Nietzsche, algumas filosofias vêm construindo um pensamento "da diferença", distinto de um pensamento "do mesmo". Estratégias de resistência a essa lógica política contemporânea implicam apostar nas diferenças, singularizar cada vez mais. A afirmação da diferença pode ser uma estratégia de luta contra o racismo de Estado, não a defesa de um sistema de exploração, reprodução, repetição e exclusão. O PIBID pode ser uma possibilidade ante as exclusões deste tempo. Essa diferença, essa possibilidade, esse singular, percebemos em cada IES, cada PIBID. Ela vai se constituindo a partir de seus coletivos, e seus subprojetos vão criando suas identidades no diálogo com a escola. O livro dos colegas da UNESC, resultado do IV Seminário Institucional do PIBID-UNESC, com o título Universidade e escola: diálogos necessários à formação docente, mostra isso. As produções apresentam um trabalho com a escola e não um trabalho para a escola ou sobre a escola, como é usual nas práticas entre IES e escola. O livro é um trabalho que se faz na prática cotidiana das escolas atravessada pelas temáticas que pulsam nelas. Um livro que convida a cada um de nós, leitores, a dialogarmos com diferentes temáticas e com a diferença. Letramentos que passam por discussões sobre Modelagens na Matemática, Sarau, Conto, Educação Patrimonial, Produção de Jornal em Ciências, Polifonia nas Práticas Pedagógicas em Sala de Aula, Diálogos também com os deficientes nas escolas, Diálogos sobre práticas interdisciplinares atravessando diferentes textos e em áreas como Artes, História e Língua Portuguesa. Diálogos que a Educação Física faz com a Práxis docente e com a identidade. Educação Infantil e a Identidade, que lugar é esse? Aproximações com a escola. Trabalhos com a escola. Atravessamentos, singularidades, diferenças. Muitos diálogos. Um diálogo com a escola na contemporaneidade pode ser um diálogo com o PIBID. Um programa que possibilita aos espaços serem alterados, aos professores das IES voltarem às escolas e às escolas começarem a entrar nas IES. Um espaço com possibilidades de mexer nas hierarquias, nas relações assimétricas e construir trabalhos coletivos. Um espaço de construir projetos, conviver com os conflitos, criar, inventar. Um espaço que permite alguns desejos, que mostra quão disciplinar são nossos corpos, como incorporamos os espaços estriados, a territorialização e o pensamento sedentário. O quanto nos afastamos do que nos afeta. Este livro nos afeta. Um livro que não quer ser mais uma engrenagem na máquina social, mas sim diferença. Nesse sentido, um livro-convite, um livro que nos afeta, que tem vida, que pulsa. Seja bem-vindo, bem-vinda, a pensar a escola com os colegas Pibidianos da UNESC!

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Universidade e Escola: Contribuições Para o Diálogo

elison antonio paim

Revista Científica do ISCED-Huíla, 2020

O presente artigo resulta de pequisa de pós-doutorado realizada no Instituto Superior de Ciências de Educação da Huíla (Angola). Objectivamos identificar como experiências, memórias, patrimônios e culturas locais são agenciados na produção dos saberes escolares a partir da investigação do trabalho em instituições de educação básica em sete municípios da Província da Huíla. Para a colecta das informações trabalhamos com documentos diversos, fotografias e entrevistas orais com quinze professores(as). Teoricamente dialogamos com epistemologia decolonial, interculturalidade, história oral, memória, patrimônio cultural e história local. Apresentamos algumas narrativas sobre as necessidades de ajuda das universidades para com os professores da educação básica. O artigo é composto por considerações iniciais sobre as funções da universidade na contemporaneidade, decolonizar a universidade, aspectos históricos do ensino universitário em Angola, sugestões dos professores para o diálogo com as universidades e considerações finais. Palavras-chave: decolonizar a universidade, relações universidade e escola, educação universitária em Angola.

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Ações Colaborativas Entre Universidade e Escola

Roseli Maria Rosa de Almeida

2021

Apresentam-se neste texto resultados finais de uma pesquisa de intervenção que teve como objetivos contribuir com a melhoria da aprendizagem da leitura e da escrita de crianças dos anos iniciais do Ensino Fundamental de uma escola da rede municipal de Naviraí-MS e promover espaços coletivos de estudos, reflexão e apoio pedagógico entre estudantes do curso de Pedagogia e professores da escola. O projeto foi organizado por meio de encontros quinzenais de estudos e planejamento no campus da UFMS, com a equipe executora formada por 15 acadêmicos e a professora orientadora. Por meio de estudos, com base na perspectiva do letramento, da teoria construtivista e da formação de professores foram elaboradas as sequências didáticas para o atendimento aos alunos que encontravam-se em diferentes níveis de desenvolvimento da leitura e escrita. Os resultados indicam a aprendizagem  de 58% das crianças atendidas na primeira fase do projeto (de julho...

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Universidade, Comunidade e Escola: Um Diálogo Possível

Irlane Maia de Oliveira

Editora Científica Digital eBooks, 2020

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Universidade e sociedade: diálogos silenciados

Ivete Basniak

Revista Lusófona de Educação, 2018

Infelizmente, temos verificado que há um fosso entre o lugar de produção científica, as universidades e a comunidade. Decerto que existe, por parte de alguns pesquisadores, um esforço no sentido de aproximar a produção científica das comunidades, mas, no seu conjunto, pode se afirmar que este é um diálogo interrompido. Neste trabalho, objetivamos discutir possibilidades e desafios da extensão universitária ser um meio para aproximar o conhecimento produzido na universidade da sociedade, para que seja relevante socialmente, acessível e pronto para ser utilizado. Assim, partimos da hipótese de que há um distanciamento entre as pesquisas produzidas e a extensão praticada nas universidades brasileiras. Verificamos isso comparando a produção acadêmica de professores que possuem programas e projetos de extensão, cadastrados na divisão de extensão de uma universidade pública brasileira. A análise dos objetivos desses projetos junto a experiência do projeto do Laboratório Gilberto Freyre, nos permitem também tecermos uma crítica à forma como a extensão universitária é realizada, ou seja, a universidade produz a extensão sem uma escuta às comunidades. Todavia, não se pode objetar a impossibilidade de fazer com que ciência e sociedade possam, de forma fluída, dialogar e produzir saber.

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Vida universitária em diálogo

deise cristina de lima picanço, Pimenta Cultural

Vida universitária em diálogo, 2021

Este livro surge da intenção de compartilhar os resultados das experiências formativas vividas no projeto IFA/FIVU(UFPR) como uma forma de celebrar seus 10 anos de (re)existência e resistência no difícil cenário de desvalorização da educação no Brasil que, infelizmente, se agravou ao longo da última década.

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Universidade, comunidade e conhecimentos: interações necessárias à formação pedagógica

Raimundo Falabelo

Comunicações, 2017

Este trabalho apresenta resultados do Projeto de Pesquisa e Extensão Universitária, “Vidas em Aberto”, realizado, desde 2005, com crianças em dificuldades na apropriação qualitativa da leitura e da escrita, moradoras do entorno do Campus Universitário de Cametá/UFPA. Metodologia: bolsistas de iniciação científica e extensionistas, do curso de Pedagogia, em vivência teórico-empírica, visitam famílias convidando suas crianças; os encontros são realizados no Campus aos finais de semana; as atividades didáticas e culturais fazem uso de textos narrativos e poéticos; desenho, pintura; música regional/local; lendas, mitos, folclore, enquanto recursos indispensáveis à apropriação e ao domínio da linguagem. Trabalhar a leitura e a escrita de forma rica e diversificada, possibilitando a interação com os diversos gêneros simbólicos, vem se constituindo em motivadora estratégia a essas crianças ressignificar suas relações com os conhecimentos escolares e a cultura historicamente acumulada pela ...

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O arquivo histórico escolar, a Universidade e a escola: diálogos possíveis

NADIA KAROLINE HENRIQUE GONÇALVES

2008

Neste trabalho, o objetivo central e discutir como os arquivos escolares podem ser locais ou eixos proficuos para a construcao de um dialogo entre a Universidade e a escola, e entre esta e a comunidade. A discussao tem como base iniciativas que estao sendo propostas e desenvolvidas, visando a esta articulacao, na Universidade Federal do Parana: um projeto de pesquisa; a organizacao e catalogacao do arquivo escolar do Colegio Estadual do Parana; a construcao de um banco de dados referente ao arquivo; a organizacao de um grupo de estudos para discussao sobre possibilidades de uso de documentos do arquivo escolar em aulas e em atividades e projetos da escola; e um curso de extensao sobre o tema. No trabalho, discute-se a literatura utilizada como referencial para estas atividades, e possibilidades e limites de implementacao e de articulacao desses projetos, em especial no aspecto teorico-metodologico. Palavras-chave : arquivo historico escolar; ensino; pesquisa; extensao. The historica...

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Interação universidade-escola: reflexões sobre a trajetória de uma pesquisa-intervenção

Maria Iolanda Monteiro

2013

Este artigo tem o proposito de apresentar reflexoes iniciais sobre a pesquisa‑intervencao: “Indicadores de desenvolvimento profissional de docentes que atuam nos anos iniciais (1.o, 2.o e 3.o anos) do Ensino Fundamental”. A investigacao objetiva, por meio da internet , construir e avaliar indicadores de desenvolvimento profissional (ou parâmetros de referencia) com esses professores e, simultaneamente, auxilia-los a reconstruir sua base de conhecimentos para o ensino. A intervencao toma como base um modelo de interacao de pesquisadores da universidade e professores da escola denominado construtivo-colaborativo. Como ferramenta investigativa esta sendo utilizada narrativa das professoras participantes do projeto. Uma analise preliminar dos processos vivenciados aponta que a vivencia em um grupo de pesquisa colaborativo emerge como uma significativa ferramenta formativa para os participantes da universidade e da escola.

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Conexão Escola-Mundo: espaços inovadores para a formação cidadã

Andrea Lapa

Perspectiva

ISSNe 2175-795X Conexão Escola-Mundo: espaços inovadores para a formação cidadã A proposta do dossiê "Educação, Direitos Humanos e Ética Hacker " trata do marco teórico que fundamenta o projeto de pesquisa "Conexão Escola-Mundo: espaços inovadores de formação cidadã", um projeto de cooperação nacional e internacional financiado pelo CNPq e apoiado pela CAPES, FAPESC, FAPESB, UFBA e UFSC. Esta pesquisa foi coordenada pelos professores Nelson Pretto, da Universidade Federal da Bahia, e Andrea Lapa, da Universidade Federal de Santa Catarina e contou com o envolvimento de professores e alunos dessas universidades e das escolas da educação básica parceiras,

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2026-01-26 19:16 点击量:15